quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Lembrete

Dia 01/11
Turno matutino
3 primeiras aulas normais;
Após intervalo: festa Halloween

Turno Vespertino
Aulas normais

Obs.: Dia 02/11 - Feriado

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Comunicado - Dia temático

Caros pais e ou responsáveis,

amanhã discutiremos nossa escola, será das 8h as 10h . Esse momento é fundamental para melhorar o que  está bom e mudar o que não deu certo, para isso precisamos fazer essa avaliação. Venham com seus filhos, eles serão norteadores do que acontece durante as aulas.

Aguardamos todos amanhã!

Programação - 5ª feira - turno matutino



segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Comunicado

Caros pais/responsáveis,

No dia 31 de outubro (quarta-feira). Realizaremos o DIA LETIVO TEMÁTICO. Contamos com a participação de toda a comunidade escolar para avaliar, sugerir e contribuir na construção de uma escola com qualidade. A avaliação será no horário de 8h às 10h com a presença dos alunos dos dois turnos e toda a comunidade escolar.
ATENÇÃO: NÃO HAVERÁ AULA. PEDIMOS QUE OS ALUNOS VENHAM ACOMPANHADOS DE SEUS PAIS.

Informamos que terça-feira – 30 de outubro - teremos horário compactado devido à assembléia dos professores:
Matutino: 7h 15 às 10h15
Vespertino: 10h30 às 13h30

Caminhada Revivendo Êxodos 2012

Confira o vídeo em:

http://www.youtube.com/watch?v=mIIEDGEQbeM

E fotos em:

http://www.facebook.com/campanhasinprodf


sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Lembrete - comunicado reunião


Senhores pais e responsáveis,

A Direção e o Corpo Docente comunicam aos responsáveis pelos alunos matriculados no CEF 104 Norte que sábado, 27 de outubro, de 8h20 a 11h30 haverá ENTREGA DE BOLETINS. Na ocasião os professores poderão tirar suas dúvidas a respeito do desempenho escolar de seu/a filho/a.
8h20 – Orientações acerca do REMANEJAMENTO, DOCUMENTAÇÃO e INFORMES GERAIS.

Atenciosamente,
Direção do CEF 104 Norte
-->

Confiram texto das alunas selecionadas na semifinal das Olimpíadas de Língua Portuguesa

Amanda Ferreira de Aquino - 8ºB (semifinalista)
Gênero: Crônica

Mundo frio

Ao meu redor, milhões de lugares, milhares de pessoas, porém são faces e lugares pouco conhecidos. Eu ando sem pensar em nada, observo o céu cinza e lembro-me do Zeca Baleiro: cinza como o céu de estanho. Céu tão nublado que chega a ser triste. Estou molhado, chove, mas não sinto frio algum.
Paro e observo algo que me chama a atenção: uma pequena garota chora em silêncio, seu cabelo é longo e de colorido moderno – incomum; sua pele de tão branca chega ao pálido e, sua face... lembrou-me algo parecido a um anjo... sem expressão... somente lágrimas que se confundiam com as gotas de chuva, movimentavam-se em sua alva pele.
Comovo-me com tal cena. Trovões começam a assustar os outros que por ali passavam absortos, mergulhados em seus problemas. Só eu ouço o pranto desesperado vindo da minha esquerda. Paro. Estou diante de um dos viadutos capital, o Airton Senna e penso no paradoxo de ter alguém tão triste num lugar tão bonito. Isso me comove mais.
O tempo passa e ficamos só eu e a garota triste. Não há mais transeuntes. Abaixo da onde nos encontramos, carros passam velozes sem se preocuparem com o perigo do asfalto molhado. Passageiros e motoristas não sabem a dor que o viaduto abriga.
Penso em ajudar a jovem. Será que ela precisa de ajuda? Tristeza tornou-se algo comum para todos. De longe observo. Ela sobe em algo. Vence o primeiro empecilho. Seu vestido branco meio manchado, nem mesmo se move, está grudado em seu corpo molhado. Vira-se, ameaçando cair. Seu corpo imóvel já não treme e ela parece determinada a fazer algo...
E, quando percebo que a garota melancólica quer acabar com sua tristeza ela me vê e sorri. Ainda me olhando, balança. Sem hesitar, corro em sua direção, estendendo meu braço para alcançá-la. Foi tarde. Seu sorriso foi se desmanchando, tornando-se um suspiro.
Fecho meus olhos para não acreditar em tal desgraça. Em vão: não me esquecerei de seu sorriso calmo apagado pela vida. Choro e penso neste mundo em que um sorriso final é levado pela morte é certamente um mundo muito frio.


Millena Castro Ribeiro - 7ªE
Gênero: Memória

Meu Lugar

Foi uma longa vida. Ninguém sabe ao certo como cheguei aqui, mas o que se sabe é que esse é o lugar onde passei a vida e encontrei o conforto e a paz de que precisava. Estou falando de Brasília, que perto das demais capitais é uma cidade nova, com 52 anos. É cheia de brilho, de monumentos, de muito verde, de muitos ipês que colorem o concreto cinza.
Fiquei por aqui pelas pessoas interessantes, pela diversidade de culturas feita com gente do Brasil e de todo o mundo. Mas, apesar de nova, essa nova capital é carregada de muitas histórias e sonhos que se concretizaram em histórias espalhadas por suas áreas descampadas e hoje cobertas de verde. O imponente lago Paranoá, azul e pronto, para umedecer mais o nosso ar. É uma dessas lembranças que vou contar a vocês. A minha história.
Vim de Minas Gerais e a vida me trouxe para uma Asa Norte ainda em construção. Naquela época era tudo tão simples se comparada com os dias de hoje era uma vidinha monótona. Lembro-me das crianças brincando de bete e de queimada nas ruas tranquilas, corriam sem medo para brincar de pique-esconde ou pique-pega. A pipa ainda impera até hoje, mas os carrinhos de rolimãs já não se veem pelas quadras.
Era a cidade dos meus sonhos. Aqui eu pensei em criar meus filhos. As pessoas agiam com muita simplicidade e todos se tratavam com respeito. Dos carnavais salvaram-se os blocos que cantavam as marchinhas antigas e as novas, sempre com severas criticas ao governo e à corrupção. Sem contar que aos domingos, íamos ao Eixão para caminhar, andar de bicicleta e tomar uma água de coco naquele calor escaldante. Hoje em dia esse programa dominical ainda é muito concorrido. Isso ficou de bom daqueles tempos.
Um dos ícones da cultura brasiliense eram as bandas de garagem – isso acabou, mas o sucesso dos hoje, velhos poetas, continua pelo mundo e ainda move multidões com suas músicas. Salve Legião Urbana, e Paralamas do Sucesso! Infelizmente os jovens de hoje não vivenciarão o brilho daquela época.
É claro que como toda cidade, Brasília também criou seus defeitos, mas nenhum deles encobre o que há de maravilha, de futurista, de encantadora.
Não posso me esquecer de que todos os problemas tornam-se pequenos perto do que vivi e construí. Apesar das dificuldades, Brasília resiste a tudo, é uma cidade ampla e possui um incrível céu de brigadeiro, que nos encanta a todos até hoje. Esse é o lugar onde vivo – lugar que me fez esquecer de onde vim; onde construí inúmeros momentos inesquecíveis. É o meu lugar.